O Barroco foi um movimento artístico-filosófico que surgiu em resposta as Reformas religiosas. Quando alguns católicos se revoltaram, e criaram novas religiões chamadas protestantes que, horrorizados com o estilo de vida profano das cortes católicas, adotaram uma vestimenta escura e austera. No entanto, a arte da contra-reforma tentava comover o espectador pelo exagero nos detalhes, o movimento, a maximização dos sentimentos, a exaltação dos sentidos. Isso tudo era expresso numa vestimenta ondulante e colorida.
Como sucessor surge o Rococó em meados do século XVIII, que é o barroco levado ao extremo. Marcado pela delicadeza e formas fluidas, cores suaves, era ao mesmo tempo lúdico e mundano destacando o modo de vida aristocrático, seus pintores retratavam os costumes de uma sociedade em busca da felicidade, da alegria de viver e dos prazeres sensuais.
De uma união disso a jovem Marie Antoinette incluiu seus exageros, numa inspiração bucólica, cria um vestir à moda camponesa, com uma mistura entre o antigo e o novo, o aristocrático e o popular. É a rainha em pessoa que lança moda, monta uma imagem superficial, apoiada por seu cabeleireiro Leonard, inventor de sua excêntrica peruca e madame Bertin, uma espécie de personal stylist da rainha. Nessa nova moda pastoral a saia se encurta e deixa a mostra os sapatos e os tornozelos, ela é estufada nas laterais, dando muito volume e enfeitada com fitas e muita pompa. Os decotes eram adornados de rendas.