Medieval

As características das vestimentas da época Medieval surgiram graças à influência das cruzadas.
Poucas pessoas podiam-se dar ao luxo de se
vestirem com elegância, já que a sociedade estava estratificada em ordens onde o que contava era o poder económico.
As formas rectangulares dos períodos anteriores
evoluíram, tornando-se mais modeladas ao corpo.
As classes baixas usavam calções largos, uma espécie de vestido sem botões que chegava ao joelho e capas com capuz. As classes altas usavam túnicas até ao pescoço e apertadas na cintura, espécie de vestido com mangas largas e xailes que cobriam e protegiam as costas. Calçavam espécie de botas, sapatos fechados bicudos e Polainas, nome que se dava às meias da época. Por norma os homens utilizavam o cabelo encaracolado e a barba curta.
As mulheres usavam vestidos justos ao corpo, com pequenos decotes e ornamentados com jóias em ouro na cintura. Os penteados eram feitos geralmente de risco ao meio e algumas mulheres utilizavam tranças.
Todas as roupas eram feitas à mão, com algodão, peles ou couro, por artesãos.
Barroco;
O Barroco foi um movimento artístico-filosófico que surgiu em resposta as Reformas religiosas. Quando alguns católicos se revoltaram, e criaram novas religiões chamadas protestantes que, horrorizados com o estilo de vida profano das cortes católicas, adotaram uma vestimenta escura e austera. No entanto, a arte da contra-reforma tentava comover o espectador pelo exagero nos detalhes, o movimento, a maximização dos sentimentos, a exaltação dos sentidos. Isso tudo era expresso numa vestimenta ondulante e colorida.
Como sucessor surge o Rococó em meados do século XVIII, que é o barroco levado ao extremo. Marcado pela delicadeza e formas fluidas, cores suaves, era ao mesmo tempo lúdico e mundano destacando o modo de vida aristocrático, seus pintores retratavam os costumes de uma sociedade em busca da felicidade, da alegria de viver e dos prazeres sensuais.
De uma união disso a jovem Marie Antoinette incluiu seus exageros, numa inspiração bucólica, cria um vestir à moda camponesa, com uma mistura entre o antigo e o novo, o aristocrático e o popular. É a rainha em pessoa que lança moda, monta uma imagem superficial, apoiada por seu cabeleireiro Leonard, inventor de sua excêntrica peruca e madame Bertin, uma espécie de personal stylist da rainha. Nessa nova moda pastoral a saia se encurta e deixa a mostra os sapatos e os tornozelos, ela é estufada nas laterais, dando muito volume e enfeitada com fitas e muita pompa. Os decotes eram adornados de rendas.
Romantismo;

Ferdinand Victor Eugene Delacroix foi o artista considerado como líder do Romantismo Frances . Sua tecnica com pinceladas expressivas e seu estudo dos efeitos ópticos da cor influenciaram fortemente o trabalho dos impressionistas, enquanto a sua paixão pelo exótico inspirava artista
s do movimento simbolista. As mulheres da epoca usavam saias compridas, com caudas e com tecidos bordados corseletes de mangas bufantes e sapatos de bico muito fino, usava cabelos compridos e lisos, que prendiam á testa com correntes de ouro e prata. Os homens usavam bonés aveludados de arqueio e muitos usavam barbas cheias.
Neoclassicismo;

Pintava figuras sólidas e imóveis e se revelava excelente retratista.
Em seu lugar, as mulheres usavam um vestido que parecia uma peça de baixo, como na tela de David "Madame de Virninac" abaixo, porque era branco, de cintura alta, de musseline, cambraia ou morim transparente, até os pés.
Às vezes, o tecido era umedecido para colar
-se ao corpo, imitando as pregas das roupas gregas.Sapatilhas sem salto contribuíam para esse efeito. Não havia bolso nos trajes, daí o surgimento das pequenas bolsas que as mulheres carregavam.

A Catedral de Notre-Dame de Paris é uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico. Iniciada sua construção no ano de 1163, é dedicada a Maria, Mãe de Jesus Cristo , situa-se na praça Parvis, na pequena ilha Île de la Cité em Paris, França, rodeada pelas águas do Rio Sena.
A catedral surge intimamente ligada à ideia de gótico no seu esplendor, ao efeito claro das necessidades e aspirações da sociedade da altura, a uma nova abordagem da catedral como edifício de contacto e ascensão espiritual.
A arquitectura gótica é um instrumento poderoso no seio de uma sociedade que vê, no início do século XI, a vida urbana transformar-se a um ritmo acelerado. A cidade ressurge com uma extrema importância no campo político, no campo económico , ascendendo também, por seu lado, a burguesia endinheirada e a influência do clero urbano. Resultado disto é uma substituição também das necessidades de construção religiosa fora das cidades, nas comunidades monásticas rurais, pelo novo símbolo da prosperidade citadina, a catedral gótica. E como reposta à procura de uma nova dignidade crescente no seio de França, surge a Catedral de Notre-Dame de Paris.


